sábado, abril 08, 2006

E eis que, a súbito, caem panos sobre panos sobre panos, cada um de várias cores distintas das anteriores, formando padrões de confusão garrida e junta qual pilar não lato, fundamento da estética, flores para os meus ouvidos em embalos líricos de nervo esvaído, fio de aço polido da sua rigidez vibrante, braço de violino transformado em mão de alma acariciante, sonata de inconsistência absorta, mas sonata espasmo de ignorância vaga e indecisamente prazentosa em pós-explosões de paz, fulminante multicolor, torrente doce e indiscreta de lânguidas línguas de mãe hiena, perpetrando o animal em ferida de apaziguamento, a carne em beijo de antídoto metaquímico destilado do positivo no sentimento.
O que antes não fazia mal, com a intenção sôfrega, agora, em instantes ilesos, não faz mal, ao fazer toda a indiferença.
O mundo são arbítrios da ilógica, e nós seus plebeus de floresta vária.